C.R. Arcos de Valdevez garante apuramento para a fase final

No sábado 12 de novembro, no Estádio Municipal de Rugby da Coutada, os arcuenses selaram uma vitória clara sobre o Guimarães RFC por 34-12, ficando matematicamente apurados para a fase onde se decide o campeão nacional.

 

Apesar de clara, não se pode dizer que foi uma vitória fácil. Pelo contrário, até foi a equipa visitante a primeira adiantar-se no marcador e a conseguir um ensaio (0-5) aos cinco minutos de jogo. Só dez minutos depois é que os arcuenses, através da marcação de duas penalidades, conseguiram colocar-se na posição de vencedores (6-5). Seguiu-se um ensaio do C.R. Arcos de Valdevez (13-5), e outro dos vimaranenses (13-12), que não estavam dispostos a entregar o jogo aos da casa. Com efeito, o jogo era ditado pelo equilíbrio, com o C.R. Arcos de Valdevez a apostar em movimentações coletivas para “desfazer” a defesa adversária, que ia aguerridamente sustendo as várias investidas. Do seu lado, o Guimarães procurava explorar as dificuldades defensivas dos arcuenses, sobretudo ao nível dos centros, que iam provocando estragos e causando dificuldades nas linhas atrasadas. Entretanto, a equipa da casa ia ajustando a sua defesa ao adversário, não permitindo mais veleidades aos já referidos centros, e foi com naturalidade, que, no final da primeira parte, marcou mais um ensaio, deixando o resultando em 20-12, com dois ensaios marcados para cada uma das equipas.

Na segunda parte, o C.R. Arcos de Valdevez mostrou ter os seus problemas definitivamente resolvidos. Embora o jogo decorresse com equilíbrio (com uma ligeira supremacia dos da casa) em termos de domínio territorial e de posse de bola, o facto é que os arcuenses mostraram uma muito maior eficácia. Com efeito, foram duas as vezes que o Guimarães encostou o C.R. Arcos de Valdevez “às cordas” com situações de grande proximidade junto à linha de ensaio, mas sem sucesso, por força da excelente organização defensiva dos arcuenses. No capítulo atacante, mais perto do final de jogo, a equipa da casa conseguiu jogadas de movimentação coletiva de belo efeito, que destroçaram a bem montada defesa vimaranense, permitindo a marcação de dois ensaios, aos 70 e 79 minutos, que redundaram nos 34-12 finais.

Ao continuar invicto após quatro jornadas e em virtude do deslize do Braga Râguebi em casa frente ao CDUP B (35-44), os jogadores de Arcos de Valdevez não têm necessidade de auferir mais pontos no sentido de conseguir o apuramento para a fase final. No próximo jogo, a realizar a 3 de dezembro, avizinha-se uma difícil deslocação ao reduto do CDUP, que, em caso de vitória, será a garantia do primeiro lugar no grupo de apuramento, onde os dois primeiros seguem para a disputa do título.