No passado 11 de novembro, o C.R. Arcos de Valdevez carimbou mais uma vitória ao levar de vencida, o Guimarães RFC por 31-16.
Apesar da vitória clara, esta nem sempre foi evidente ao longo do jogo disputado no pouco habitual relvado sintético do Estádio Municipal de Arcos de Valdevez, que substituiu o verde do Estádio da Coutada, por este se encontrar em más condições, causadas pelas incessantes chuvas das últimas semanas.
Com efeito, não obstante o seu domínio em termos territoriais e de posse de bola, os arcuenses mostravam dificuldades em chegar à linha de ensaio adversária. O seu jogo fluía muito lentamente e de forma previsível, o que facilitava a tarefa à bem organizada defesa vimaranense. Deste modo, assistia-se a duas formas de encarar o jogo: os da casa procuravam impor-se no jogo e paulatinamente materializar esse ascendente com ensaios, enquanto que os visitantes, de forma mais calculista, esperavam pelos erros dos arcuenses para fazer pontos mediante a conversão de pontapés de penalidade. Foi assim, que se chegou ao intervalo, com o C. R. Arcos de Valdevez a marcar dois ensaios, e o Guimarães a converter duas penalidades com sucesso, resultando em 14-6.
A segunda parte iniciou-se sob o mesmo signo. Os arcuenses não conseguiam acertar agulhas e desenvolver o seu fio de jogo, os vimaranenses iam procurando aproximar-se no marcador através da conversão de faltas. Assim reduziram para 9-14 aos 10 minutos da segunda parte, ao que o C. R. Arcos de Valdevez respondeu com mais um ensaio (19-9). Sensivelmente aos 20 minutos, o Guimarães entendeu que devia arriscar para chegar à vitória e conseguiu o ensaio que “encostou às cordas” os arcuenses com uns renhidos 19-16. Foi a partir desse momento, que se deu o melhor período de jogo dos da casa, que conseguiram acertar agulhas e fazer circulações de bola mais rápidas e “arrumar” o jogo com mais dois ensaios, aproveitando também o desgaste do pack avançado adversário, e chegar de forma mais ou menos natural aos 31-16 que selaram o encontro.
Em termos de balanço, ficou clara a supremacia do C.R. Arcos de Valdevez (cinco ensaios contra um), que nem sempre encontrou a melhor forma de a materializar. Por sua vez, a bem organizada equipa de Guimarães foi procurando enervar os da casa, aguentando a sua pressão e aproveitando os seus erros.
Na terceira jornada, a disputar a 25 de novembro, o C.R. Arcos de Valdevez deslocar-se-á ao Porto para defrontar o CDUP, fechando assim a primeira volta da fase de apuramento do CN1.


