No primeiro jogo da fase final da CN1, para a disputa do título, o C.R. Arcos de Valdevez começou com o pé esquerdo, não se conseguindo impor-se em casa do Caldas Rugby Clube ao averbar uma derrota por 34-19.
O jogo começou num sentido diferente do que aconteceu depois. Com uma entrada de leão, o CRAV impôs-se nos primeiros cinco minutos com um forte poderio nas formações ordenadas, surpreendendo por completo ao adversário. Aos cinco minutos de jogo, marcou o seu primeiro ensaio (0-7), e “arrancou” na sua sequência um cartão amarelo ao jogador de primeira linha do Caldas, que fez a equipa da casa jogar 10 minutos em inferioridade numérica.
Talvez por esta facilidade, a equipa minhota “amoleceu”. No minuto seguinte permitiu uma penalidade que reduziu a diferença para 3-7 e entregou o domínio territorial e a posse de bola ao Caldas que assumiu o jogo. Com pouca posse de bola – o que se explica por uma série de fatores (entrega da bola em más opções no jogo ao pé, falhas defensivas e indisciplina com muitas faltas marcadas) – o C.R. Arcos de Valdevez passou quase toda a primeira parte a defender, não conseguindo impedir a marcação de dois ensaios, que puseram ao intervalo o resultado em 17-7.
Na segunda parte, os visitantes procuram entrar em campo de forma diferente: através de sucessivas penetrações, procuraram manter a posse de bola e o domínio no jogo. No entanto, aos 5 minutos, num ressalto de bola e aproveitando uma grande falha defensiva, o Caldas consegue o terceiro ensaio e compromete seriamente as aspirações dos minhotos à vitória, com a confortável vantagem no marcador (24-7). Segue-se então o melhor período dos arcuenses, que finalmente se instalaram perto da linha de ensaio adversária durante cerca de 15 minutos. No entanto, a boa organização defensiva dos homens do oeste e a falta de discernimento do C.R. Arcos de Valdevez não permitiam alterações no marcador. Pelo contrário, é o Caldas a selar a vitória com a conversão de uma penalidade (27-7).
Aos 30 minutos de jogo, o C.R. Arcos de Valdevez consegue finalmente o seu segundo ensaio ganha condições para sonhar com a vitória (27-14). No entanto, a frescura física já não é a mesma e o Caldas, mais confiante e esclarecido, responde seis minutos depois com o seu quarto ensaio (34-14). A quatro minutos do fim, a reviravolta era praticamente impossível. No entanto, num assomo de dignidade, os homens do Minho conseguem um terceiro ensaio através de uma arrancada de Henrique Calheiros no último momento do jogo.
Sobre o jogo, ganhou a equipa mais esclarecida, que soube capitalizar a sua vantagem através de uma melhor defesa e de mais eficazes tomadas de decisão. Ao C.R. Arcos de Valdevez cabe-lhe receber no dia 12 de março o R.C. Santarém, que por sua vez foi batido em casa pelo R.C. Lousã (13-33). Será um jogo aguardado com expectativa: embora não seja decisivo, uma segunda derrota consecutiva deixará a equipa em causa mais longe dos dois primeiros lugares, que dão acesso à final do campeonato.

