Foi por pouco… Mas não foi

Na deslocação a Santarém no dia 23 de abril, o C.R. Arcos de Valdevez não foi feliz. Num jogo muito disputado, a equipa minhota averbou uma derrota por 17-12, colocando dúvidas até final sobre o seu apuramento para a final do CN1.

 

O jogo começou por um claro domínio da equipa da casa, que esteve grande parte da primeira parte a vencer por 10-0. No entanto, os homens de Arcos de Valdevez foram-se paulatinamente instalando no meio campo adversário, mostrando entretanto um grande domínio do bloco avançado, principalmente a nível das formações ordenadas. Deste modo, a supremacia foi-se afirmando, a ponto de provocar faltas no adversário, que redundaram numa expulsão temporária de um dos homens do Ribatejo.

É neste contexto que os minhotos fazem o primeiro ensaio (10-5) e, perto do final da primeira parte, conseguem o segundo, conseguindo a inversão no marcador, com 10-12 ao intervalo.

Quem viu o jogo, e, verificando a supremacia do bloco avançado arcuense, deitava-se a adivinhar que a segunda parte seria a consequência da primeira: quebra física da equipa do Santarém em virtude das dificuldades nas “mêlées”, depois quebra psicológica, que seria o momento ideal para o C.R. Arcos de Valdevez cimentar a vitória com pontos.

No entanto, não foi nada disso que aconteceu. Logo no início da segunda parte, o R.C. Santarém consegue um ensaio (17-12), “fechando” aquilo que seria o resultado final. Do restante jogo, ficou a memória da boa organização defensiva da equipa da casa e as grandes dificuldades dos minhotos nesse capítulo, que a muito custo sustinham as perfurações do adversário. Nos outros capítulos do jogo, o C.R. Arcos de Valdevez cometeu muitos erros técnicos e táticos, não conseguindo nem progredir nem impor o seu jogo. Da parte de Santarém, embora ligeiramente melhores, não conseguiram evitar que o jogo, na segunda parte, fosse confuso e desorganizado.

Com este resultado, ficam motivos de forte interesse para a última jornada desta fase final, a disputar sábado dia 30 às 15,30 horas, onde tudo ficará decidido. Lousã tem o apuramento garantido para a final, mas tanto Santarém, Caldas ou C.R. Arcos de Valdevez terão de ganhar para garantir este acesso, com os primeiros a receberem os homens do Oeste, e os minhotos a receber em casa o líder do campeonato incontestado e invicto, o R.C. Lousã.

Vanessa Pedreira e Mariana Pedreira conquistam Campeonato Nacional de 10.000m Lograram também o título coletivo de Vice-Campeãs Ibéricas

A Federação Portuguesa de Atletismo e a Real Federación Española de Atletismo realizaram no passado sábado, 9 de abril, em Faro mais uma edição dos seus Campeonatos Nacionais de 10.000m Absolutos e Sub-23 integrados na 16ª edição do Troféu Ibérico de 10.000m no qual Portugal e Espanha disputam esse título coletivo (Troféu Ibérico) contabilizando os 4 primeiros de cada um dos países. Foram também disputados Campeonatos Nacionais de 5.000m para as camadas jovens de ambos os países e ainda uma prova extra de 2.000m Obstáculos. A competição contou com a participação de 175 atletas entre Portugueses, Espanhóis e alguns atletas de outros países (Alemanha, Andorra, Brasil, Burundi, Finlândia, Marrocos, Reino Unido e Roménia).

As duas atletas do CAAV presentes trouxeram para Arcos de Valdevez a nível individual Ouro, Prata e Bronze nestes Campeonatos Nacionais de 10.000m uma vez que Vanessa Pedreira conquistou não só o título de Campeã Nacional de Sub-23 como ainda a medalha de Bronze a nível Absoluto, com a sua irmã gémea Mariana Pedreira no lugar imediato a ser Vice-Campeã Nacional de Sub-23 e quarta Absoluta. Com estes resultados o Centro de Atletismo de Arcos de Valdevez foi o clube mais medalhado dos Campeonatos Nacionais de 10.000m. Coletivamente a Espanha conquistou o Troféu Ibérico de 10.000m levando a melhor sobre Portugal (2º). Os espanhóis Carlos Mayo (Adidas) e Maitane Melero (Pamplona) foram os vencedores individuais com Samuel Barata (Benfica) e Susana Godinho (Feirense) a serem os melhores portugueses em prova.

Classificações do CAAV nos Campeonatos de Portugal de 10.000m e Troféu Ibérico

Campeonatos Nacionais de Sub-23 de 10.000m

1ª Vanessa Pedreira

2ª Mariana Pedreira

Campeonatos de Portugal Absolutos de 10.000m

3ª Vanessa Pedreira

4ª Mariana Pedreira

Troféu Ibérico de 10.000m (4 melhores de cada género de cada país)

2º PORTUGAL (Susana Godinho CDFE, Sara Duarte SCB, Vanessa Pedreira CAAV, Mariana Pedreira CAAV, Samuel Barata SLB, Miguel Borges SCP, Miguel Marques SCP e Duarte Gomes SLB)

C.R. Arcos de Valdevez alimentar o sonho da final

No passado 2 de abril, o C.R. Arcos de Valdevez venceu o Caldas R.C. por 27-23 num jogo em que a emoção se manteve até ao último segundo.

 

No relvado da Coutada estavam duas equipas que estavam proibidas de perder. Embora a derrota não comprometesse definitivamente a ida à final, neste momento todos os pontos obtidos podem ser fundamentais: o R.C. Lousã caminha a largos passos para o primeiro lugar e para o consequente apuramento para o dia 14 de maio, deixando os três restantes candidatos – C.R. Arcos de Valdevez, Caldas R.C e R.C. Santarém – em patamares muito semelhantes na classificação.

O jogo começou com uma entrada de rompante dos da casa, que nos primeiros minutos se adiantaram no marcador com a conversão de uma penalidade. Os homens do Oeste responderam de imediato com a conversão de uma penalidade, e foram-se instalando paulatinamente no meio campo adversário. Daí converteram uma segunda penalidade (3-6) e foram afirmando o seu domínio do jogo: com uma presença forte nas formações ordenadas, uma defesa agressiva e alinhamentos onde mostrou supremacia, o Caldas R.C. ia dominando o jogo. O C.R. Arcos de Valdevez, por sua vez, parecia algo bloqueado: muitas faltas técnicas (passes para diante, más receções de bola, erros individuais iam-se somando, fazendo com que a equipa não conseguisse um fio de jogo nem conseguisse libertar-se da pressão adversária. Assim, foi sem surpresa que, no final da primeira parte, o Caldas marcou um ensaio, deixando o resultado ao intervalo em 3-11.

A segunda parte iniciou-se com um ensaio dos visitantes aos quatro minutos de jogo. Deste modo, o fosso entre as equipas ia-se cavando. A equipa das Caldas ganhava confortavelmente por 3-18. Por sua vez, os minhotos não conseguiam encontrar-se: o jogo não ganhava continuidade, os “avants” sucediam-se e as faltas também. O Caldas ia mantendo a sua receita de domínio territorial, posse de bola e progressão no terreno. No entanto, cerca dos sessenta minutos, a euipa da casa conseguiu um ensaio (8-18) que mantinha a esperança na vitória acesa.

No entanto, o entusiasmo pouco durou, pois poucos minutos depois, o médio de abertura do Caldas, em jogada individual, consegue um ensaio em contra-ataque que pareciam deitar por terra as ambições dos arcuenses. O jogo entretanto tornara-se lento, com muitas paragens prolongadas, sendo difícil criar dinâmicas que pudessem tirar os homens de Arcos de Valdevez de uma situação tão delicada no marcador.

No entanto, uma espécie de milagre aconteceu. Por uma conjugação de vários fatores, como o desgaste físico notório da equipa visitante, as substituições bem sucedidas, e inferioridade numérica dos homens das Caldas da Rainha, aconteceu uma espécie de “clic” no C.R. Arcos de Valdevez. Em menos de dez minutos, a equipa uniu-se, concentrou-se e focou-se, conseguindo marcar três ensaios consecutivos. Deste modo, quando tudo parecia perdido, a diferença pontual ia diminuindo: 15-23 passaram a 22-23 e o árbitro já estava a dar descontos de tempo. Foi na última jogada que uma série de perfurações e circulações de bola que os minhotos conseguem o quarto ensaio (27-23) que garantiu a vitória final.

O campeonato entrará agora numa paragem de três semanas, depois das quais a parte decisiva desta fase ocorrerá. Para o C.R. Arcos de Valdevez, no dia 23 de abril terá de realizar uma difícil deslocação a Santarém, a quem venceu na primeira volta por uma escassa diferença de dois pontos e a quem uma derrota significará o afastamento quase definitivo da final.

Anabela Sousa Campeã e Tiago Nogueira Vice-Campeão do Quilómetro Jovem Regional

Atletas do CAAV representarão a Seleção de Viana do Castelo no Quilómetro Jovem Nacional em Beja

 

Disputou-se no passado domingo, 3 de abril, o Campeonato Regional de Quilómetro Jovem de Viana do Castelo, competição integrada na Campanha “Viva o Atletismo” da Federação Portuguesa de Atletismo, na qual os atletas dos escalões de formação competem na distância de 1000m em pista. Com a disputa desta fase é pretendido também selecionar-se o melhor atleta em ambos os géneros nas faixas etárias de 2008/2007 (Iniciados), 2006 (Juvenis de 1º ano) e 2005 (Juvenis de 2º ano) para representar a Associação de Atletismo de Viana do Castelo na fase Nacional.

O Centro de Atletismo de Arcos de Valdevez esteve brilhantemente representado por 2 atletas que foram os melhores das suas faixas etárias com Anabela Sousa a ser a vencedora da Geral nas Juvenis Femininas e Tiago Nogueira a ser segundo classificado da Geral nos Juvenis Masculinos sendo no entanto o melhor entre os Juvenis de 2º ano. Face a estas vitórias ambos os atletas do CAAV, Anabela Sousa e Tiago Nogueira integrarão a Seleção Regional de Viana do Castelo no Quilómetro Jovem Nacional que neste ano se realizará em Beja a 9 de abril.

 

Classificações dos atletas do CAAV no Quilómetro Jovem Regional

1000m

Juvenis-1 Femininos

1ª Anabela Sousa (1ª Geral Juvenis Femininos)

Qualificada para o Quilómetro Jovem Nacional

Juvenis-2 Masculinos

1º Tiago Nogueira (2º Geral Juvenis Masculinos)

Qualificado para o Quilómetro Jovem Nacional

Gémeas do CAAV vencem 1º Duatlo Cross de Ponte de Lima em Sub-23

A Escola Desportiva Limiana e a Quintela Cycles organizaram no passado domingo, 27 de março, a 1ª edição do Duatlo Cross de Ponte de Lima constituído por três segmentos: 5km de corrida + 20km de ciclismo btt + 2,5km de corrida.

As atletas do Centro de Atletismo de Arcos de Valdevez Vanessa Pedreira e Mariana Pedreira, estreantes nesta desafiadora modalidade, conquistaram respetivamente o 1º e 2º lugar do escalão de Sub-23 Femininos. Este evento contou com a participação de 46 equipas e teve como vencedores Absolutos os vimaranenses Rita Maria Lopes (Boavista FC) e Pedro Barreira (Vitória SC).

Classificações das atletas do CAAV

Sub-23 Femininos

1ª Vanessa Pedreira

2ª Mariana Pedreira

Jogos de Oeiras

Realizou-se no passado dia 26 de março, no vale do Jamor, os 4º Jogos de Oeiras, com a participação do clube náutico de Arcos de Valdevez.

Os arcuenses levaram uma equipa no escalão sub-16, constituída pelos atletas Luís Vilaverde, Alexandre Martins, Afonso Barbosa, Mariana Afonso e Gabriel Sá. Uma equipa muito jovem, com média de idade de 13 anos, tentando dar experiência na modalidade a estes jovens atletas, preparando assim mais uma equipa para o futuro.

O torneio foi ganho pela equipa da casa, o CKP da Barra, tem o CNAV alcançado o 6º lugar.

Próximo torneio será a 1º fase do campeonato nacional, na cidade de Setúbal, nos dias 9 e 10 de abril.

Sem apelo e sem agravo

Num dos jogos aguardados com expectativa da 3ª jornada da fase final do CN1, o R.C. Lousã bateu no passado 26 de março o C.R. Arcos de Valdevez com uns expressivos 52-14.

Era um jogo aguardado com expectativa. De um lado, e a jogar em casa, o R.C. Lousã surgia como grande favorito. A justificar este estatuto estão 12 jornadas do CN1 jogadas até agora com outras 12 vitórias, a maior parte delas com bónus ofensivo, isto é, com mais de quatro ensaios marcados. Por outro lado, o C.R. Arcos de Valdevez, equipa despromovida na época passada da divisão de honra, pareceria a equipa mais qualificada para contrariar a supremacia beirã. Embora a atravessar um período de renovação, mostrava ter peças do seu jogo com elevado potencial, que paradoxalmente, ainda não se afirmou.

Contudo, o dia dessa afirmação não foi o 26 de março. Com efeito, sobretudo na primeira parte, o R.C. Lousã mostrou ter a lição bem estudada e o jogo bem preparado, tendo marcado 5 ensaios sem resposta. Com uma entrada de rompante e muito determinados, os beirões marcaram o seu primeiro ensaio aos dois minutos, e o segundo sete minutos depois. A meio da segunda parte já ia no terceiro ensaio e tinha já praticamente garantida a vitória. Com superioridade nos alinhamentos e nas formações ordenadas, os lousanenses exploravam as conquistas de bola com circulações rápidas até ao outro lado do terreno, onde as debilidades defensivas dos minhotos eram evidentes. Por seu lado, o C.R. Arcos de Valdevez tentava jogar em perfuração aproveitando o a velocidade das suas linhas atrasadas, que, todavia, nada conseguiram por força da boa organização e da agressividade da defesa da equipa da casa. Ao intervalo, o resultado era de 35-0.

A segunda parte iniciou-se com a equipa do C.R. Arcos de Valdevez exprimir o seu orgulho ferido. Nos primeiros 15 minutos, teve o melhor momento do seu jogo, marcando dois ensaios. Aproveitando a velocidade das suas linhas atrasadas e impondo-se no bloco avançado, os arcuenses dominaram o jogo, fazendo pensar que o resultado poderia não estar tão seguro: o R.C. Lousã poderia perder o seu ponto de bónus ofensivo (teria que ter sempre mais uma diferença de três ou mais ensaios sobre o adversário) ou até mesmo a garantida vitória. No entanto, o jogo foi-se equilibrando: alguns erros, algum cansaço e opções discutíveis dos minhotos foram sendo aproveitadas pelos beirões, que, não sendo propriamente dominadores, foram mais eficazes. Com efeito, nos últimos 15 minutos, o jogo foi-se tornando mais emocional e mais confuso, e o R.C. Lousã, liderado pelo seu médio de abertura, com circulações rápidas de bola provocou erros defensivos nos arcuenses, que resultaram em três ensaios e no resultado final de 52-14.

Com este resultado e a vitória do R.C. Santarém sobre o Caldas R.C. por 19-18 no mesmo fim de semana, as contas no grupo do campeão ainda não estão ainda definidas. Se o R.C. Lousã caminha a passos largos para o apuramento para a final do campeonato, as equipas de Arcos de Valdevez, Caldas da Rainha e Santarém encontram-se praticamente empatadas (os minhotos estão um ponto atrás dos outros dois clubes) com três jogos ainda por realizar.

Nesse sentido revela-se de particular importância o jogo C.R.Arcos de Valdevez – Caldas, a disputar no dia 2 de abril em Arcos de Valdevez, em que os minhotos estão absolutamente proibidos de perder.

 

Vanessa Pedreira vencedora Sub-23 da XII Corrida do Cozido de Lalín (Espanha) CAAV com todos no pódio

O concelho de Lalín (Província de Pontevedra, Espanha) e o Clube Escola de Atletismo Deza organizaram no passado domingo, 13 de março, a XII Corrida do Cozido de Lalín, uma prova de atletismo de estrada que contou com a participação de mais de 600 atletas, integrada na 54ª Feira do Cozido (Festa declarada de Interesse Turístico Internacional).

Os atletas do Centro de Atletismo de Arcos de Valdevez conquistaram um total de 5 pódios com destaque para a dobradinha das gémeas Pedreira em Sub-23 Femininos com a Vanessa (1ª) e a Mariana (2ª) a repetirem o feito que já haviam alcançado como Juniores em 2021. Em Masculinos Tiago Nogueira (Juvenil) e Luís Fernandes (Sub-23) concluíram a prova ambos com magnífico 2º lugar dos seus escalões e Joaquim Sá, prestes a completar 74 anos, foi o 3º entre os corredores com 65 ou mais anos de idade tendo apenas sido superado por atletas de 65 e 66 anos respetivamente.

A nível Absoluto a prova foi ganha pelo Internacional português Nuno Costa (atual Vice-Campeão de Portugal de Corta-Mato Curto e 8 vezes Campeão Nacional).

Classificações dos atletas do CAAV

10km

Juvenis Masculinos

2º Tiago Nogueira

Sub-23 Femininos

1ª Vanessa Pedreira

2ª Mariana Pedreira

Sub-23 Masculinos

2º Luís Fernandes

M65+ Masculinos

3º Joaquim Sá (1º M70)

Vitória sofrida em jogo impróprio para cardíacos

No sábado 12 de fevereiro, o C.R. Arcos de Valdevez venceu o R.C Santarém por 20-17, em jogo a contar para a 2º jornada do CN1 em jogo disputado até ao último momento.

Este jogo entre os minhotos e ribatejanos revestia-se de importância para ambas as equipas. Embora não tivesse no imediato caráter decisivo, o facto é que ambas vinham de uma derrota na jornada anterior, contra o Caldas RC e o RC Lousã respetivamente, e um segundo desaire consecutivo deixaria qualquer uma das formações mais longe de um dos dois primeiros lugares, que dão acesso à final onde se disputará o título de campeão nacional.

Deste modo, o jogo começou sob o signo do equilíbrio. Para além disso, o mau tempo também foi um dos fatores a ter em conta, para que o jogo não tivesse o melhor nível técnico. Com muitos combates pela posse de bola, as defesas superiorizavam-se aos movimentos atacantes, o que fez com que, na primeira parte, não houvesse qualquer ensaio. Assim, os pontos marcados resultavam da conversão de penalidades, onde se destacava a eficácia dos chutadores. Aos quarenta minutos, a vantagem estava do lado do R.C. Santarém, com quatro penalidades convertidas, contra duas dos da casa (6-12).

A segunda parte iniciou-se com a reviravolta no marcador por parte do C.R. Arcos de Valdevez. Na sequência de um alinhamento no meio campo, consegue uma perfuração nas linhas atrasadas que redunda na marcação de um ensaio por André Soares. No entanto, a alegria dos minhotos pouco durou. Cerca de oito minutos depois, numa clara falha da organização defensiva dos da casa, o Santarém consegue o seu primeiro ensaio e recupera a vantagem no jogo. Através de uma saída de formação ordenada, o número 8, em jogada combinada com o médio de formação, conseguiu uma progressão no terreno de 50 metros marcando ensaio e colocando o resultado em 13-17.

Foi então necessário cerca de um quarto de hora para mais uma alteração no marcador. Numa série de movimentos atacantes, em que o C.R. Valdevez se implantou junto à linha de ensaio, e na sequência de uma formação ordenada, João Pedro Fernandes consegue o segundo ensaio, que viria a ditar o resultado final do jogo (20-17).

Contudo, ainda faltavam 15 minutos para o final de jogo. Assim, as oportunidades sucediam-se, quer para a equipa da casa, quer para os visitantes, que nos últimos cinco minutos tiveram três penalidades no meio campo adversário, que optaram por não converter através do pontapé aos postes.

O jogo acabou com 20-17 favorável aos arcuenses, que mostraram maior discernimento e capacidade de resiliência que os escalabitanos. Na próxima jornada, a disputar a 26 de março, um difícil embate espera os minhotos, que terão de se deslocar à Lousã contra a invicta equipa local.

Atletas do CNAV chamados ao estágio da seleção nacional kayak polo

Realiza-se no fim de semana de 12 e 13 de março, na cidade de Coimbra, o primeiro estágio de 2022 das seleções nacionais de kayak-polo. O clube náutico de Arcos de Valdevez estará representado por 3 atletas, que mereceram a confiança dos selecionadores nacionais para integrarem este primeiro fim de semana de trabalhos. No escalão sub-21 Lucas Cunha é um atleta que tem vinda a ser chamado regularmente, juntando-se os estreantes Diogo Amorim e Leonardo Rodrigues no escalão sub-18. Boa sorte a todos.