O C.R. Arcos de Valdevez, garantiu, no último sábado, uma sólida vitória em casa contra a equipa do CDUP por 24-6.
O jogo passou-se sob condições meteorológicas muito adversas, por força da depressão Jana. As equipas encontraram um campo saturado de água por causa da precipitação dos últimos dias, além da chuva, vento e frio que se fizeram sentir durante todo o encontro. Além disso, defrontaram-se sob o som ensurdecedor de escapes de motociclos que, num terreno adjacente, cumpriam o programa do evento Arcos TT.
Não obstante as dificuldades, as equipas procuraram – e conseguiram – expressar o seu jogo. O C.R. Arcos de Valdevez procurava impor o poder físico do seu bloco avançado, enquanto que o CDUP contrariava com bravura essa tentativa de imposição, procurando explorar, em situações atacantes, alguma fragilidade da equipa da casa na defesa do jogo ao pé. Havia uma toada de equilíbrio na partida, até porque a estratégia dos minhotos envolvia alguma paciência, tal como diz o ditado popular. Não era propriamente “água mole”, mas o facto o é que a insistência provocando algum cansaço no adversário, também condicionado no jogo rápido à mão, em virtude das más condições climatéricas. Assim, aos 22 minutos surgiu o primeiro ensaio dos da casa, a que os portuenses responderam cinco minutos mais tarde com a conversão de uma penalidade (7-3). Aos 33 minutos, novo ensaio dos da casa, que começavam a adiantar-se no marcador. Porém, o CDUP tinha forças para resistir e tentar marcar ensaio. Tentou, mas não foi bem sucedido, estando o resultado ao intervalo em 12-3. Apesar de ganhar por dois ensaios a zero, tudo se mantinha em aberto, dado o equilíbrio do jogo e a proximidade no marcador.
Na segunda parte, o jogo não mudou muito. O C.R. Arcos de Valdevez mantinha o seu fio de jogo muito adaptado às condições que faziam sentir e corrigiu algum desacerto defensivo do jogo ao pé. O CDUP, por sua vez, embora decidido e resiliente, tinha dificuldade em aguentar a superioridade física dos minhotos e quase abdicou do jogo ao pé por causa da irregularidade do vento. Assim, pouco depois dos dez minutos, os arcuenses arrancam o terceiro ensaio, e os portuenses a segunda penalidade (17-6). O resultado continuava disputado, embora o C.R. Arcos de Valdevez começasse a mostrar um maior domínio territorial e na posse de bola. O CDUP só a espaços se aproximava da linha de ensaio adversária e sem consequências. Foi, deste modo, com alguma naturalidade que, a quinze minutos do final, marca o quarto ensaio que garante a vitória (24-6) e o ponto de bónus ofensivo.
Na próxima jornada, última da primeira volta da fase final, uma difícil deslocação a Setúbal, líder atual da competição e com três pontos de avanço, espera o C.R. Arcos de Valdevez num jogo de grande importância, que, em caso de vitória, poderá catapultar os minhotos para a posição cimeira da tabela classificativa.
