Academia Desportiva de Arcos de Valdevez em Alta na Pista ao Livre

A provas de pista ao ar livre iniciaram há um mês e a Academia Desportiva de Arcos de Valdevez apresenta-se com um bom nível competitivo ao qual tem vindo a demonstrar ao longo destes três anos de competição.

Desde os torneios organizados pela associação de Viana do Castelo, assim como as provas de preparação organizadas pela associação do Porto, os atletas da Academia demonstram em pista aquilo que os move, a paixão pelo Atletismo, o trabalho e dedicação que dia após fazem a diferença na sua performance. 

Apresentamos bons resultados nas diferentes disciplinas técnicas: 

Benedita Amorim, recorde regional de juvenis, juniores e seniores na vara com 2.81 metros.

Daniela Fornelos, marca de qualificação Campeonatos de Portugal, 3000Mt obstáculos, 12.19,87.

Gonçalo Amorim, marca de qualificação nos 3000Mt obstáculos para nacional sub-23 com 9.49,89.

Juliana Galvão, marca de qualificação sub-23, 10 km marcha, 1h00:31

Celina Peneda, no heptatlo, marca de qualificação Campeonatos de Portugal e recorde regional de juniores e seniores, 3957 pontos.

Viviane Cunha, marca de qualificação para Campeonatos de Portugal nos 400Mt barreiras com 68.67.

Parabéns a todos os Atletas

Joaquim Sá do CAAV bate Recorde Nacional por idades (73 anos) nos 800m e lidera Ranking Europeu

Joaquim Sá foi a grande figura do Torneio de Abril disputado no passado sábado (24 de abril), um evento que marcou o regresso das competições ao Estádio Municipal de Arcos de Valdevez.

O mais experiente atleta em prova, Joaquim Sá do Centro de Atletismo de Arcos de Valdevez, de 73 anos, com a marca de 2.52,77 nos 800m bateu por larga margem (por 7,03 segundos) o Recorde Nacional da sua idade que estava na posse do atleta do Sport Lisboa e Benfica Adriano Gomes desde 1996 (2.59,8). Esta marca torna-o provisoriamente o Líder do Ranking Europeu de 2021 do seu escalão M70 (70 a 74 anos). Ainda nos 800m o CAAV esteve bem representado com o 1º M50 José Correia e o 3º Juvenil Tiago Nogueira (na sua estreia ao serviço do CAAV). Em femininos, as 2 atletas do CAAV presentes estiveram igualmente brilhantes na sua primeira prova de obstáculos (1500m Obstáculos Iniciadas) tendo Sofia Marujo vencido com Eva Chippendale no 2º lugar.

Classificações dos atletas do CAAV

Femininos

1500m Obstáculos

1ª Iniciada Sofia Marujo

2ª Iniciada Eva Chippendale

Masculinos

800m Masculinos

3º Juvenil Tiago Nogueira (5º Absoluto)

1º M50 José Correia (7º Absoluto)

1º M70 Joaquim Sá (9º Absoluto)

Os Ranking Mundiais e Europeus de Veteranos podem ser consultados em World Masters Rankings https://mastersrankings.com/

Os Recordes Nacionais por idades podem ser consultados em Estatísticas do Atletismo Português http://atletismo-estatistica.pt/recordes/recordes-nacionais-por-idades/masculinos e são uma compilação do Estatístico Manuel Arons de Carvalho em colaboração com a ANAV – Associação Nacional Atletismo Veterano e com José Neves.

A título de curiosidade integra ainda a lista nos 800m dos Recordes Nacionais por idades o arcuense Fernando Almeida (hoje pizzaiolo de enorme sucesso) que em 2002, ao serviço do Sporting Clube de Portugal, com apenas 20 anos percorreu a distância em impressionantes 1.46,54 no Meeting de Santo António (Lisboa) tornando-se o 5º melhor português de sempre a nível Absoluto.

Derrota inglória em Lisboa

A equipa do C.R. Arcos de Valdevez viu-se batida em casa do S.L. Benfica por uns pesados 64-11, num resultado que espelha a supremacia que a equipa encarnada teve, mas que castiga a equipa minhota, que não merecia um resultado tão expressivo.

O jogo, desenrolado no sábado 17 de abril no complexo desportivo de São João de Brito, propriedade do CR São Miguel, que emprestou a sua casa ao Benfica, era aguardado com alguma expectativa. Por um lado, a equipa da casa vinha de duas derrotas consecutivas, e uma terceira poderia por o S.L. Benfica em maus lençóis: uma vitória dos visitantes poria a equipas das águias numa posição perigosa relativamente à manutenção no Campeonato Nacional da Honra, escalão máxima da modalidade. Por outro lado, a equipa de Arcos de Valdevez tem mostrado um ascendente exibicional que poderia aproveitar alguma eventual intranquilidade dos da casa.

O jogo iniciou-se numa toada equilibrada. Foi a equipa minhota que começou com sinal mais, “encostando” o Benfica no seu meio campo, porém sem conseguir pontos. Entretanto, os lisboetas sacudiram essa pressão dos minutos iniciais e jogo entrou em alternância entre os dois extremos do campo. Porém, mais experiente e poderosa fisicamente, a equipa da casa logo percebeu o ponto fraco dos arcuenses, os alinhamentos. Com efeito, foram duas as formas com que o Benfica garantiu os quatro ensaios que marcou na primeira parte: ou por progressão em “maul” a partir dos alinhamentos, ou por perfuração do “pack” avançado, onde o poder físico de alguns jogadores, que por erro tático dos visitantes, recebiam a bola embalados, provocando estragos irrecuperáveis na defesa adversária. Contudo, o CRAV, que deixou de contar com a opção tática dos alinhamentos, reagia como pôde, conseguindo marcar duas penalidades, que ditaram o resultado ao intervalo em 24-6 favorável aos da casa.

A segunda parte iniciou-se com uma réplica da primeira, com o Benfica a impor o seu poder físico e a marcar um ensaio nos primeiros minutos, que “arrumou” o jogo (31-5). Entretanto, o CRAV deixou de acreditar na vitória: continuou a lutar mas perdeu ânimo e sobretudo eficácia. Para além disso, foram importantes as mexidas que a equipa sofreu sobretudo ao nível da primeira linha (saída por lesão de Matias Ferrario), que fez com que, para além dos alinhamentos, deixasse de contar com as formações ordenadas, onde perdeu repetidamente a posse de bola. Condenada à posse de bola apenas em recuperações, o CRAV foi defendendo e atacando, conseguindo inclusivamente um ensaio. No entanto, o desgaste foi-se acumulando, a equipa foi sendo mexida e desorganizou-se, também pelas muitas substituições que efetuou. Por isso, nos 10 minutos finais foi o número 8 da equipa da casa, o internacional português Frederico Couto, que marcou quatro ensaios consecutivos em jogadas individuais que exploraram a debilidade da já quebrada defensiva arcuense, selando o resultado nuns expressivos 64-11, que premiaram a eficácia encarnada mas que foram muito duros para a prestação da equipa arcuense, que não conseguiu impor-se mas “deu luta” durante a maior parte do jogo.

Foi por pouco

No jogo deste fim de semana, defrontaram-se os dois últimos da tabela classificativa do Campeonato Nacional da Honra, C. R. Arcos de Valdevez e R.C. Montemor. Os visitantes levaram a melhor com a vantagem tangencial de um ponto, com um resultado final de 9-10, num jogo muito disputado, e com bons apontamentos.

O jogo começou como acabou: equilibrado. Em períodos alternados, CRAV e R.C. Montemor dominaram territorialmente e a nível de posse de bola. Em termos estatísticos, terá pendido para o CRAV alguma vantagem neste domínio, mostrando maior iniciativa de jogo e períodos mais prolongados de domínio territorial. No entanto, sensivelmente a meio da primeira parte, o R.C. Montemor marcou um ensaio, aproveitando uma recuperação de bola e desenvolvendo o subsequente contra-ataque, naquele que será o único ensaio do jogo. O CRAV reagiu, procurou tomar conta das operações e chegou mais perto da linha de ensaio. Nesta toada de insistência, a equipa visitante foi obrigada a cometer erros, que valeram ao CRAV a redução para 3-7 por conversão de uma penalidade, que selou o resultado ao intervalo.

Na segunda parte, sentiu-se uma maior pressão ofensiva da equipa da casa. Grande parte do jogo foi disputado no meio-campo da equipa de Montemor, com alguma supremacia dos minhotos. Este esforço valeu-lhe ultrapassar a linha de ensaio por duas vezes, mas sem validação da equipa de arbitragem, que considerou que a bola não foi pousada pelo jogador arcuense envolvido. A esta maior iniciativa de jogo, o R.C. Montemor respondeu com uma defesa muito organizada e muito forte nos despiques individuais, que dificultava a progressão no terreno dos arcuenses, que, apesar das dificuldades, conseguiram inverter o resultado. Beneficiando e duas penalidades, os arcuenses conseguiram, concretizar duas penalidades (9-7) que premiaram o seu esforço e castigaram a equipa alentejana.

No entanto, nos minutos finais do jogo, o R.C. Montemor criou duas ocasiões de muito perigo quase conseguindo o ensaio. Nesse período de reação, a equipa arcuense cometeu uma falta, que foi convertida e ditou a vitória dos visitantes. Já no término do encontro, a reação arcuense esbarrou contra o rigor defensivo da equipa alentejana, e já o grande desgaste dos visitados (foi um jogo muito intenso) não permitia a lucidez necessária para conseguir pontos em tão pouco tempo num jogo tão equilibrado.

Em termos de balanço final, o resultado premiou a organização defensiva do R.C. Montemor e castigou a inexperiência da jovem equipa do CRAV: é um grupo cuja evolução é visível, com uma maior organização coletiva e maior estabilidade nas formações estáticas, mas que nos momentos decisivos não consegue os pontos. No próximo fim de semana, o CRAV deslocar-se-á a casa do S.L. Benfica, que vive um momento menos bom, tendo perdido uma semana antes contra esta mesma equipa do R.C. Montemor por 34-8.

Rúben Veloso à conquista do nacional trail na batalha

O atleta trail Ruben Veloso de volta a competição no dia 11 abril na Batalha onde será o palco do campeonato nacional trail com um percurso de 35 quilómetros .
Prevê se uma competição bastante dura e com os melhores atletas nacionais do país .
O atleta arcuense ano passado fez top 10 nacional na modalidade e este ano espera um lugar melhor e mostrar a garra arcuense.
Com vários objetivos para esta época nacional e internacional.

A Academia Desportiva de Valdevez em muito bom nível na 1ª Divisão de Clubes

No passado fim-de-semana (27 e 28 de março), Pombal foi palco do Campeonato Nacional da 1ª Divisão de Clubes, grupo 2, no qual a equipa arcuense esteve presente com uma das mais jovens representações em competição (17,3 anos de média), sendo esta uma competição de seniores. Alcançou um brilhante 14º lugar coletivo, numa competição ganha pelo Sporting Club de Portugal.

As atletas da Academia conseguiram 7 recordes pessoais, 4 classificações no top 10 e 1 recorde regional. Mais um momento de destaque para este grupo que nos vai habituando a estes resultados, fruto de um trabalho muito sério, que apesar de amador, é feito com elevado profissionalismo.

É altura de estarmos todos orgulhosos, agradecer a todos os nossos parceiros e amigos, que têm sido fundamentais na criação de condições para que estas atletas continuem a levar o nome de Arcos de Valdevez aos palcos mais importantes do atletismo nacional.

Campeonatos Nacionais de Clubes

Academia Desportiva de Valdevez na 1ª Divisão de Clubes em Atletismo

A equipa feminina da Academia estará presente nos dias 27 e 28 de março, em Pombal, nos Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão de Clubes. Este momento histórico, com uma equipa muito jovem, na qual apenas 1 atleta é sénior, atinge o patamar mais elevado do atletismo nacional, fruto dos resultados da passada época. Este ano, no qual toda a nossa vida está condicionada, estando privados das mais básicas das liberdades, é de realçar a capacidade de superar as adversidades deste grupo de atletas. Nunca deixaram de treinar, em casa ou na pista, cumprindo assim o plano traçado. Agora é tempo de colher o fruto desse trabalho e competir com os melhores nacionais, provando que um clube pequeno quando devidamente apoiado, consegue chegar longe. Este feito deve deixar todos os arcuenses orgulhosos, pois é o resultado de um conjunto grande de sinergias criadas à volta deste grupo de jovens atletas, país, família, dirigentes, treinadores, município e apoios privados.

A Delegação que representará a Academia nesta competição é constituída por:

Atletas:

Juliana Galvão 20 anos

Celina Peneda 18 anos

Mariana Pedreira 18 anos

Vanessa Pedreira 18 anos

Viviane Cunha 18 anos

Daniela Fornelos 17 anos

Benedita Amorim 16 anos

Letícia Rodrigues 16 anos

Carolina Sousa 15 anos

Treinador: Miguel Rios

Dirigente: Paula Costa

Arcuenses desinspirados contra Académica de Coimbra

Na recuperação da terceira jornada da fase final do CN Honra, a equipa do C.R. de Valdevez foi duramente batida em casa por uns categóricos 6-36.

No grupo em que luta pela manutenção no escalão maior do Rugby nacional, os minhotos apresentaram-se de uma forma incaracterística. Com pouca combatividade, sem tomar iniciativas, deixaram-se passivamente surpreender por uma Académica que mostrava querer resolver rapidamente o jogo nos minutos iniciais. Com efeito, procurando fazer circular rapidamente as bolas e atacar junto à linha lateral, os “estudantes” já tinam marcado três ensaios aos 20 minutos de jogo. Depois desse impacto, os arcuenses procuraram tomar conta do jogo. Com mais posse de bola e procurando algum territorial, só mostrava conseguir a progressão com as faltas que eram assinaladas à equipa da Académica nos momentos defensivos. Assim, o jogo entrava numa toada morna, e, aproveitando as faltas da equipa visitante, o CRAV conseguiu converter duas penalidades, que deixaram o resultado em 6-19 ao intervalo.

A segunda parte iniciou com um lampejo do CRAV, que procurou a progressão no terreno com perfurações sistemáticas e movimentos continuados primeiros cinco minutos. Contudo, não passou de um lampejo: o jogo continuou numa toada morna, e num espaço de dez minutos a Académica arrumou a questão com outros três ensaios seguidos, que fixaram o resultado em 6-36. A reação do CRAV foi frouxa, só conseguindo progressão efetiva no terreno com as sucessivas faltas que os conimbricenses cometiam. Assistiu-se a um jogo cada vez mais monótono, observando-se o cansaço das equipas, e o pouco estímulo das equipas em dar mais dinâmica ao jogo: do lado da Académica, o objetivo já tinha sido atingido com os pontos da vitória mais o ponto de bónus ofensivo (por ter marcado mais de três ensaios); do lado do CRAV, a equipa estava quebrada, sem crença em si própria nem vontade de sair de campo de cabeça erguida.

O próximo jogo do CRAV será também em casa, após uma paragem de duas semanas, em que receberá o R.C. Montemor, num jogo com alguma expectativa, pois ambas as equipas procuram fugir ao último lugar da classificação.

Crav desloca-se a Cascais

Na continuação da atualização do calendário do CN Honra, a equipa do C.R. arcos de Valdevez deslocou-se a Cascais. O resultado foi um penalizador 83-10 que espelhou a diferença de rendimento das equipas.

No jogo correspondente à segunda jornada da fase final do CN Honra, os arcuenses visitaram o GDS Casais, no encontro em que desde o início não foi difícil perceber o vencedor.

Defrontaram-se em campo duas equipas que lutam por patamares diferentes. Deste modo, objetivos competitivos, potencial e orçamento marcam uma distância entre clubes que vai bem para além da geográfica. Com efeito, o GDS Cascais, que habitualmente disputa o grupo A, onde se decide o campeão nacional, viu-se, este ano, e por força da redistribuição das equipas no grupo de apuramento, numa situação em que se viu forçado a disputar o grupo em que o que está em causa é a manutenção no escalão principal da modalidade. Por todos estes motivos, é mais ou menos evidente que o GDS Cascais tem por objetivo o primeiro lugar do grupo, correspondente ao 7º lugar na classificação geral. Por sua vez o C.R. Arcos de Valdevez é um presumível candidato à manutenção, ou seja, de modo a evitar o último lugar do grupo (que leva a despromoção automática, havendo para o penúltimo um playoff com o segundo classificado da 1ª divisão). Escrevemos aqui “presumível”, porque os responsáveis arcuenses afirmam apenas o objetivo de competir com dignidade, por força das consequências que a pandemia tem tido na equipa, que tem sido completamente desestabilizada por força de incidências várias relacionadas coma Covid19.

Quanto ao jogo, pouco haverá a dizer. O Cascais, com uma equipa mais forte e mais rápida, impôs rapidamente o jogo no seu pack avançado, apostando em circulações de bola muito rápidas. Entrou em campo forte, o CRAV mais passivo, o que fez com que aos cinco minutos de jogo os da casa já tivessem marcado três ensaios consecutivos (19-0). Nos quinze minutos seguintes, o CRAV “acordou” e tentou equilibrar mais o jogo, mas sem grande resultado prático, uma vez que ao intervalo o resultado já ia em 45-10.

Na segunda parte, o jogo pouco mudou. Ambas as equipas aproveitaram o facto de o vencedor já estar definido para realizar todas as substituições, que não alteraram a toada do jogo: 13 ensaios para os da casa contra 1 dos visitantes, que cifrou o resultado final em 83-10.

Para o próximo fim de semana, o CRAV irá recuperar a terceira jornada da fase final e, jogo a realizar em Arcos de Valdevez (sábado 20 de março às 15,30 horas) contra a histórica Associação Académica de Coimbra. Pese o favoritismo dos visitantes, será um jogo bem mais equilibrado, em que os coimbrões terão que dar o seu melhor para deixar os arcuenses vencidos.

CRAV promissor no reinício do campeonato

No sábado 6 de março, em Arcos de Valdevez, o Clube de Rugby local deixou fugir a vitória nos últimos minutos. Com a última jornada disputada a 16 de janeiro, o Campeonato Nacional da Honra de Rugby reiniciou-se com um jogo impróprio para cardíacos.

À imagem do que acontece com todos os setores, as competições de rugby em Portugal têm vivido um momento atribulado. Apenas a divisão de Honra está em atividade, após uma suspensão de seis semanas, decretada pela Federação Portuguesa de Rugby (FPR) após a unanimidade dos clubes envolvidos.

Com efeito, se o calendário da FPR tivesse sido integralmente cumprido, faltariam apenas quatro jornadas para a conclusão do campeonato. No entanto, o CRAV praticamente não jogou, depois de um terrível mês de dezembro em que a equipa ficou obrigada a isolamento profilático que comprometeu os jogos desse mês. Em janeiro, após vários adiamentos suscitados pelo cenário pandémico, a situação pouco melhorou com apenas um jogo realizado.

O jogo com o S.L. Benfica corresponde deste modo à reposição da primeira jornada da fase final do Campeonato da Honra, que era suposto realizar-se a 9 de dezembro. Claramente favorita, a equipa das águias apresentou-se perante uma equipa da casa ainda a tentar recompor-se de uma época muito difícil, com pesadas baixas no plantel relacionadas com a pandemia e lesões.

O jogo iniciou-se com um sinal positivo dos arcuenses, que impuseram um jogo vivo, de sucessivas penetrações e circulações de bola, que culminaram com um 3-0 na conversão de uma penalidade ao segundo minuto de jogo. Ainda com esta toada dos da casa, o Benfica, na sequência de uma jogada de contra-ataque, materializou com um ensaio o seu forte ascendente nas formações ordenadas que viria a marcar o jogo (3-5). De seguida, o jogo caracterizou-se por algum equilíbrio, onde sobressaía a já assinalada vantagem dos lisboetas nas formações ordenadas, assim como na circulação rápida do jogo à mão. Da sua parte, o CRAV respondeu com um jogo ofensivo menos organizado, aproveitando alguma indisciplina do adversário que cometia muitas faltas. Resultado deste equilíbrio foi o facto de ambas as equipas marcarem 3 pontos na sequência da conversão de penalidades, que ditou como resultado final 6-8 a favor dos visitantes ao intervalo.

Na segunda parte, a equipa do CRAV tentou tomar conta das operações. Na forma aguerrida que a carateriza, procurou impor-se no terreno adversário, o que a fez marcar um ensaio a rondar o minuto 50 (13-8). Entretanto, o equilíbrio era a nota dominante: a paragem competitiva das equipas condicionou o seu rendimento, dado que cometiam erros com frequência, fossem eles táticos, fossem más opções de jogo. Da parte da equipa da casa, o desacerto nos alinhamentos era flagrante, tendo dificuldade em consolidar a posse de bola, da parte da equipa da casa somavam-se as faltas, quer ofensivas quer defensivas, que não lhe permitiam avançar no terreno.

No entanto, além do equilíbrio, a emoção era dominante: ao minuto 30, a equipa consegue marcar um ensaio, que a faz passar para a frente do marcador (13-15). Cerca de sete minutos depois, o CRAV responde com a conversão de uma penalidade, que suscita uma nova alteração no marcador (16-15). Com toda esta emoção, os nervos eram maiores do que a lucidez. A dois minutos do fim, na sequência de um erro cometido num alinhamento, a equipa minhota perde a bola e as “águias” não se fizeram rogadas: numa jogada rápida circulam a bola e marcam ensaio, ditando como resultado final uma suada vitória do S.L. Benfica por 16-20.

À imagem do que acontece nas outras modalidades, o jogo não teve público. Contudo, os staffs das equipas presentes não deixaram de ver um jogo interessante, que, embora com falhas de ambas as equipas, nunca deixou de ser emocionante.

Desta forma, o CRAV recomeça a época de forma animada e animadora, dando sinais de uma melhoria de rendimento, que se espera ver acontecer já no jogo da próxima jornada, a disputar a 13 de março em Cascais.